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No Canadá airliners serão forçadas a dar assento extra para baleias assassinas

Esses retardados do politicamente correto não se decidem… Um dia querem taxar alimentos com alto teor calorífico. Outro dia querem deixar Free Willy ocupar dois, três ou quatro assentos pelo preço de um. E ainda reclamam do uso petróleo e tudo mais. Vai entender onde esse povo deixa a coerência…

Politicamente correto é tirania com modos.

— Charlton Heston

Obesos têm direito a dois assentos em aeronaves

November 21, 2008, 7:47 am

OTTAWA (Reuters) - Pessoas obesas têm o direito a dois assentos pelo mesmo preço que um em vôos dentro do Canadá, a Suprema Corta do Canadá determinou nessa Quinta-feira.
A alta corte declinou o apelo de companhias aéreas canadenses sobre a decisão da Agência de Transporte do Canadá de que pessoas que são “funcionalmente incapacitadas pela obesidade” merecem ter dois assentos por uma tarifa.
As companhias aéreas tinham perdido um recurso na Corte Federal de Recursos em Maio e então decidiram lançar um novo recurso no Supremo Tribunal. A decisão do tribunal por não ouvir o apelo significa que a política de uma-pessoa-uma-tarifa continua.

O recurso tinha sido movido pela Air Canada, Air Canada Jazz e WestJet.

(Informes por Randall Palmer)
De acordo com a CBC News a decisão do corte significa que companhias aéreas são obrigadas a oferecer política de apenas uma tarifa por pessoa para deficientes que precisam de espaço para um responsável durante o vôo ou que necessitem de espaço extra para cadeira-de-rodas, ou para pessoas que são clinicamente obesas e ocupam mais de um assento.
A indústria aérea argumentou que essa medida ocasionaria grandes perdas financeiras.
Professor de advogacia Linda McKay-Panos da Calgary está defendendo direitos de viajantes obesos desde que a cobraram um e meio assentos em um vôo em 1997 pela Air Canada, de acordo com a CBC.
McKay-Panos argumenta que qualquer um que é clinicamente obeso tem uma deficiência e não deve pagar para mais de um assento. Ela tem síndrome de ovário policístico, uma condição incurável que pode levar à obesidade.
Porta-voz da WestJet Richard Bartrem alegadamente disse que há ainda muitas questões não respondidas.
Ele é citado como tendo perguntado “Que critérios estaremos pondo em prática para determinar se alguém está viajando acompanhada por necessidade ou por desejo?”
E também “O que é obesidade mórbida? Como nós vamos ter capacidade de determinar e implementar isso respeituosamente, e consistente e de forma justa?”

Quanto à propriedade intelectual

Only ideas can overcome ideas.

— Ludwig von Mises

Muito se vê pessoas sendo presas em todos os cantos por crime de pirataria e cada vez mais leis sendo criadas para tentar minimizar os alegados danos dessa prática à indústria fonográfica, mídia, de software, etc.

Mas afinal, há algo de incorreto em buscar um programa pela Internet (contrariando as intenções do seu desenvolvedor) ou copiar um CD que lhe foi emprestado?

Podemos fazer uma analogia com algo concreto. Se alguém roubar uma bicicleta minha e algum dia no futuro eu a ver, terei todo o direito de pegá-la, independentemente de qualquer coisa. Isso, claro, poderá gerar conflitos: uma pessoa pode ter a adquirido sem estar ciente dessa condição.

Suponha uma bicicleta roubada. Sendo ela vendida para alguém que a adquiriu sem tomar ciência dessa condição (ou seja, que tenha pago pela bicicleta, não pelo serviço do roubo), ela é propriedade dessa pessoa até o momento em que um verdadeiro proprietário anterior a reinvindicar.

Note que se esse proprietário anterior a reinvindicar, ele terá o direito de garantir a posse dela. As formas dele reaver seu direito de propriedade sem iniciar violência contra quem está com a mesma no momento são detalhes, não interferindo com o fato dele ter o direito a ela.

Alegar o contrário seria o mesmo que alegar que a partir do momento que se tem uma propriedade roubada e perde-se a visão do ladrão não se tem mais direito a ela, pois pode ter sido adquirida por meios honestos por outra parte. Ou seja, dá para notar claramente que seria uma consideração que beira à loucura.

Enfim, e quanto a uma coisa que pode ser reproduzida (clonagem) virtualmente sem custos, como um arquivo de computador?

Oras, em primeiro lugar a culpa de fazer algo errado não pode ser passada adianta. Ela é única e exclusivamente da parte que fez. Com isso pode-se notar que em adquirir por meios lícitos (um download, CD copiado, etc) uma obra pirateada não há nada de anti-ético per se. Um pode até alegar que é imoral e em alguns casos talvez pouco possa ser dito em contrário a tal alegação, porém note que o fato de ser imoral não justifica o uso de violência (detenções ou forçar a apagar o arquivo, por exemplo). Logo, não há nada a ser feito.

Em segundo lugar deve-se ver se aquela obra pode, inclusive, nunca ter sido violada. E com nunca ter sido violada falo de acordo com a ética, não com a lei. Ética e leis são coisas distintas.

Veja bem: se um vai a uma loja e compra um CD nela sem em nenhum momento ter sido questionado se aceitaria condições a respeito de copyright como condição necessária para a compra ser efetuada, essa pessoa terá a liberdade total de usar a obra como bem entender, sem dever explicações a nenhuma parte, independente de qualquer coisa.

E isso por pura lógica: não importa se meia dúzia de burocratas inventaram uma safadeza de lei autoral. Apenas acordos livres de coerção são válidos: não existe algo como um contrato social ou um acordo unilateral.

O mesmo vale para qualquer coisa semelhante… Por exemplo: alguns edifícios com fachadas deslumbrantes tentam proibir na justiça que indivíduos tirem fotos dos mesmos sem pagar royalties. Oras, não importa se é uma criação artística. Isso é totalmente irrelevante. A ética não pode ser jogada no lixo em favor da arte.

Se quer proteger a fachada de lentes não-autorizadas, simplesmente que soluções sejam buscadas para evitar que a fachada não seja vista pelas mesmas. As questões da possibilidade tecnológica e da existência de recursos grandes o suficiente para garantir isso são detalhes irrelevantes para a questão em si, alegar o contrário demanda uma boa falta de bom caráter ou incapacidade mental de notar o óbvio.

O mesmo vale para outras coisas como patentes e segredos industriais. Se eu leio uma patente sem antes ter concordado em não reproduzí-la, por exemplo, tenho todo direito de reproduzí-la e assim vai. Se um segredo industrial vaza e eu tomo conhecimento do mesmo, tenho todo direito de usá-lo. Eu não tenho culpa alguma de tomar conhecimento de algo que não deveria ser de conhecimento público de acordo com quem até o momento que foi violado era o único, ou um dos únicos, detentores de tal conhecimento. Pouco importa se a patente for sobre invenções ou descobertas, o mesmo se aplica.

Quem é utilitarista e acha que pelo menos invenções devem ser respeitadas deveria pensar no seguinte: e quanto a roda? Será que foi apenas uma pessoa que inventou? Será que ninguém inventaria depois? Por que diabos quem inventou primeiro teria um direito super-humano de monopólio de tal conhecimento, se essa pessoa não passa de um ser humano?

Mais bizarro ainda é quem se posiciona a favor de patentes e ao mesmo tempo a favor de moeda fiduciária para uso como elemento equalizador da riqueza dos indivíduos (inflação). Em um primeiro momento, é a favor de que quem chegou primeiro detenha o monopólio daquele conhecimento, em um segundo momento é contra que quem produziu primeiro consiga mais riquezas com o passar do tempo (dado o caráter deflacionário dos preços no capitalismo) apenas guardando o dinheiro em baixo do travesseiro. Ou seja: defende dois monopólios (o da idéia e o da moeda) que trazem fins contrários, isso é incrível!

Por outro lado quem compra uma música numa loja virtual, por exemplo, geralmente em algum momento antes da compra (durante o cadastro, por exemplo) aceita condições de usos e deve honrá-las. Geralmente entre essas condições, fala-se sobre cópias…

E se acontece coisas como uma parte usar o serviço sem reconhecer o contrato (ou seja, sem ter aceitado), a falha não está com essa parte.

Por exemplo: em algumas locadoras um pode adicionar dependentes sem que o mesmo tenha tido conhecimento de que deveria respeitar o contrato com a mesma de, digamos, reconhecer as dívidas assumidas com o aluguel. Oras, quem assinou o contrato então que deve pagar o pato, digo a locação, pois o que é entregue por conta da locação não é algo reproduzível (imprimir dinheiro que não existe é especialidade de meia dúzia de gangues conhecidas como Estados)! Já se o contrato falar que não se pode copiar os filmes, mas não falar que os dependentes precisam conhecer o contrato, não há nada da locadora cobrar a respeito disso. Por outro lado os copyright holders talvez tenham direito de cobrar a locadora sobre isso, se ela assinou contrato com eles onde dizia que seus clientes (sejam titulares ou não) seriam avisados de que não poderiam realizar cópias dos filmes. O dependente poderá copiar a vontade, enquanto durar o contrato, ainda que o titular, por ter assinado em contrário aceitando não fazer isso, não terá esse direito.

Quero dizer basicamente que isso é uma questão puramente de lógica, não há nada complexo nem lero-lero. É simples assim mesmo. Se acha ruim que se mude para uma outra galáxia onde a lógica é diferente.

Imprimindo dinheiro que não existe


No princípio, havia a permuta (escambo).

O padeiro e o agricultor estavam satisfeitos com suas trocas. Mas como levar o trigo para a padaria? O padeiro precisava de uma roda. Mas o artesão só queria um pãozinho por dia.

O artesão não queria armazenar pães em casa. E o padeiro estava querendo mais trigo, não girassol.

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:I_india_ujjain_4634v_o.jpgAlguém teve uma idéia… Usar algo muito valorizado por muitos como forma de facilitar o escambo, e é claro: que seja prático de carregar de um lado para o outro e de se estocar. Rum, ouro, prata…

Estava criada a moeda, no princípio cunhada com metais nobres.

Com ela as pessoas poderiam abstrair desejos. O agricultor não mais precisava convencer o padeiro de aceitar pão. E o alfaiate finalmente conseguia comprar pão, não mais só carvão.

Mas logo apareceram as falsificações.

Feitas pelos próprios emissores. Misturavam impurezas ao metal nobre. Assim eles podiam as trocar por mais bens de consumo. Entregando menos valor em troca do que alegava. Ou seja: furtando.

Ou seja, apareceu aí uma galinha dos ovos dourados para a entidade criminosa que fosse o pipoco do momento pois é claro que não adiantaria fazer isso sem uma salvaguarda: o monopólio da moeda. E quem senão o manda-chuva da coerção para sustentar um monopólio?

Os senhores feudais, por exemplo, costumavam impedir negociações em outra moeda senão as de seu feudo.

Hoje os Estados continuam com a idéia, a fim de garantir os ovos dourados: na maior parte deles não se pode usar outra moeda senão a oficial.

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:EUR_1_(2007_issue).png

Além da moeda, surgiu também o papel-moeda: um vale garantindo ao portador o recebimento do seu valor de face: alguma mercadoria, metal ou outra moeda.

Moedas também começaram a ser feitas com metais menos nobres, passando a possuir um valor de face, ao invés de um valor de cunho.

Ou seja: um valor representativo que, por razão óbvia, é maior do que o intrínsico ao material usado na mesma.

Um “bom” motivo para isso? Enquanto simplesmente “não dá” para produzir moedas novas com mais impurezas ainda e comprar gato pagando lebre cada vez mais e mais sem causar revolta grave na sociedade, é plenamente possível se fazer isso com o papel-moeda: basta imprimir uma quantidade superior de papel-moeda àquela reserva de metais (ou outro material de entrega garantida ao portador do vale) que existe. Ou seja: a causa, a única causa de inflação monetária.

Aproveite e esse é o momento para se esquecer tudo de inflação monetária que você já ouviu falar na televisão. Inflação monetária é um fenômeno causado exclusivamente pelo aumento da quantidade de papel-moeda representando recursos que, em verdade, não existem.

Aumento de preços não quer dizer necessariamente uma inflação. São coisas 100% diferentes. E o pior é que nem mesmo os desonestos (leia-se: políticos) costumam saber o que é realmente a inflação — e não é.

http://library.thinkquest.org/05aug/01401/ThinkQuestFiles/AMERICAS.htm
Tão verdinho… Mas não dá para confiar. Que pena.

Será que se todos com esses vales fossem buscar o ouro conseguiriam?

Não mesmo. E note que não pode-se chamar isso de over-selling honesto. Mas puro furto, antecipado de coerção por causa do monopólio.

A malícia não acaba aí. Há ouro circulando livremente como moeda no mercado.

Precisa-se retirá-los, usando-se de absurdos como a lei. O desejo por recursos pelo homem é ilimitado: não importa quanto tenha, quer mais. Nada de errado nisso. Mas com ladrões não deixa ser diferente: os Estados querem mais e mais. E essa é uma conquista bem mais prática do que realizar guerras.

Simplesmente imprimir dinheiro que não existe não é o bastante. Há também de seqüestrar recursos.

E assim esses terroristas, em tempos bem diferentes, fazem coisas como criar pena de extradição à Angola por 3 a cinco anos, com apreensão das moedas de ouro em circulação para quem circulasse com as mesmas (Brasil) e também pena de fiança de até 10 mil dólares e um máximo de 10 anos de prisão para quem manter mais de $100 dólares em moedas de ouros, ao invés de papel-moeda (Estados Unidos).

E assim foi criado um mecanismo muito poderoso para se criar a inflação monetária. Se acha pouco, eles ainda contaram com a ajuda de John Maynard Keynes, criador de uma teoria de economia bizarra que diz que fiat money é melhor, que o papai Estado deve salvar companhias falidas, que o dinheiro que saí do mercado e vai para o Estado volta para o mercado sem prejudicá-lo, entre muitas outras bobagens pseudo-científicas do nível daquelas defesas de que a Terra é plana.

Não entre em desespero, mas saiba: esse foi o cara que mais inspirou o mainstream da economia hoje.

Fud. o quê? Fiat money (moeda fiduciária). Era a desculpa que faltava. É basicamente uma doutrina religiosa que acredita que o padrão ouro é coisa do passado e que o segredo para o sucesso é imprimir dinheiro que não existe. É bem fácil falar isso quando se tem o monopólio da emissão de moeda e já gosta de imprimir papel-moeda de dinheiro que não existe, não?

From g1.com
Lá no Zimbábue todo mundo é bi ou trilionário, pobre só de espírito!

Lembra da inflação monetária do Zimbábue? Subiu mais um pouquinho!

Simplesmente mais uma desculpa perfeita para imprimir ainda mais dinheiro que não existe, só que com a consciência tranqüila! Qualquer coisa é só lembrar aos economistas doutrinados pela escola neo-clássica que Keynes disse blá-blá-blá padrão ouro é coisa do passado, porque blá-blá-blá e eles irão prontamente à TV falar usando palavras difíceis dizendo…

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:1_Zimbabwe_Dollar_2008.jpg
“Combatendo a inflação” de módicos 11,268,758.9% imprimindo mais grana!

Que a inflação monetária será combatida imprimindo uma nova moeda que vai cortar alguns zeros! Lembra do conceito de inflação, que eu mostrei? Então… É dose, heim!?

E você acha que inflação assim só acontece em Repúblicas de Bananas africanas? Não mesmo. Acontece no mundo inteiro. Pode-se até não perceber se for pequena, mas acontece e é prejudicial: é furto, jamais se esqueça disso.

Note ainda que os preços não têm a ver apenas com isso. Então o fato de preços baixarem não quer dizer que a inflação não está acontecendo e vice-versa. Simplesmente a tecnologia torna as coisas mais baratas, há descobertas, etc. Assim como os preços podem aumentar por conta de fatores não relacionados à inflação também, apesar de quase sempre relacionado a outras sacanagens estatais (guerras, por exemplo).

Quais moedas hoje usam o padrão-ouro? Apenas meia-dúzia de privadas que vivem no submundo da ilegalidade e não são usadas na prática, oras!


Fiat money é dinheiro que não existe: vale menos do que o do Jogo Imobiliário!

Não se gera riqueza imprimindo dinheiro. Se gera riqueza, gerando riqueza. Pasmem! Imprimir dinheiro que não existe apenas redistribui riqueza de seus verdadeiros donos para criminosos. Inflação não gera riqueza para a sociedade, quem pensa o contrário deve procurar tratamento psiquiátrico ou pular de uma ponte.

E isso acabou? Que nada… Você acha mesmo que os Estados iriam deixar esse potencial monopólio com ganhos possíveis de inúmeras formas de lado? Oras, claro que eles fazem a festa e quem paga é você (se não for um parasita público, claro)…

Infelizmente a sociedade ainda não chegou a um ponto de não mais aceitar essa coerção. Mas eu acredito que até a 2050 revoltas quanto a isso aparecerão e, sob pressão, eles terão que ceder.

Note ainda que isso é uma questão similar a quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Quero dizer que uma vez sem essa possibilidade de fraudar riqueza, o Estado terá tudo para perder muito poder. E bem mais do que se deixasse de arcar dinheiro roubado com impostos.

Quem não acredita que uma revolta por conta disso pode acontecer deveria pensar duas vezes antes: quem gosta de ser roubado? Fiat money não trás nenhum benefício para a sociedade, só malefícios. Logo, é de se esperar que cada vez mais seja algo insustentável de se impôr.


Papel-moeda hiperinflacionado: mais exotérmico do que a lenha!

Mas se você morar nos trópicos, talvez precise de um apelo à criatividade… Inovar o mercado da moda, quem sabe até Armani não lhe contrata…


Monopoly dress

Pense no lado bom: não vai faltar papel para escrever, poderão ser feitas partidas de Banco Imobiliário a nível nacional e você pode ser muito mais do que um mero bilionário!

Precisa desenhar?

Coitado indo comprar 3 pãezinhos no Zimbábue a um tempo atrás… E se lembra: agora está pior, só tem menos papel-moeda pra carregar, mas está pior.

À propósito: o maior valor de face de um papel-moeda em circulação causado por uma hiper-inflação não foi o de 100 bilhões no Zimbábue, pelo que eu achei foi de 100 quintilhões de pengő, na Hungria. Também teve uma outra de valor 10 vezes maior do que a anterior (ou seja: 1021 pengö: 1000000000000000000000 pengözinhos!), mas não foi colocada em circulação. Claro, esses disfarçaram bem… Quem já viu pôr tanto zero em uma nota… O máximo que colocaram foi o mesmo que a do 100 bilhões no Zimbábue, só que com um cinco, ao invés de um zero: 500 bilhões de dinars. Isso, na Iugoslávia.

Bem, no século XIX um escravo em Pernambuco tinha preço perto de 10 mil réis (ou reais antigos). Um real novo equivale a aproximadamente 2.750.000.000.000.000.000 réis. Ou seja: nem sequer um centavo seria o preço de um escravo hoje, considerando apenas a inflação monetária. Ou seja: nós, escravizados pelos Estados no dia-a-dia de inúmeras formas, que vão de impostos, inflação, proibição de atuarmos livremente em setores como transporte urbano e até serviço militar obrigatório, não valemos nada. Álias, claro que valemos: senão eles nos dariam cartas de alforria!

Leia também:

Embusteiros da vida

Época de renovar inevitavelmente o status quo de centenas de anos de atraso. É a hora dos políticos atuais alimentarem os brasileirinhos novamente com promessas, depois de terem os explorados por quatro anos. E de novos candidatos a parasitas públicos (esses parasitas, por eleição) prometerem novos milagres velhos.

Gravelings: os políticos brasileirosPolíticos brasileiros atrás de novas vítimas

Uns deles preferem denunciar os males que o neoliberalismo (sic) causou ao país em 500 anos de história. Outros, anunciar programas de governo populista. Outros, se vestem de bons altruístas. Em comum os embusteiros têm o parasitismo público como objetivo de vida. E para alcançar, nada é poupado: nem a vida, a alheia.

Alguns se dizem sensibilizados com tantos morrendo em fila de espera por transplante de órgãos ou ainda pelo baixo estoque nos bancos de sangue, inviabilizando procedimentos cirúrgicos na data marcada, quando não fazendo a Dona Morte buscar bem mais cedo pessoas quase saudáveis.

E aí se metem a fazer propagandas pró-doação de órgàos, tecidos e sangue. Muito convenientemente, pertinho de quando vai precisar de uma mãozinha dos animais estatizados para se fixar por mais quatro anos no parasitismo público.

Isso seria mero detalhe, vindo de nossos embusteiros do altruísmo. Se não fossem eles mesmos os responsáveis pela priorização da escassez de tais bens, ao fatalmente restringir o livre comércio dos mesmos.

Como populistas que são alegam que os pobres não teriam vez se órgãos pudessem ser vendidos, que esquadrões da morte passariam a agir, que pessoas cometeriam suicídio e assassinatos de parentes para auxiliar a família. Além de apelarem para os mais variados sentimentos que condenam um mercado desses.

E com isso são aplaudidos pela platéia de seus currais eleitorais. Eles não se importam se isso constituí uma agressão à propriedade privada mais importante que um ser humano pode ter: o próprio corpo.

Nada de se espantar em um país onde a propriedade privada é vista como um roubo, a não ser as de visionários como o Lulinha da Silva, trabalhador de zoólogico que ficou milionário da noite para o dia com negócios obscuros, mas que ninguém questiona. Afinal, vivemos em um país onde toda propriedade privada é vista como passível de violação sem questionamentos em nome de coisas folclóricas como uma tal segurança nacional por qualquer agente estatal. Na verdade, nesse país há um amor incrível por autoritarismo. E de preferência, sem mandato.

Enquanto isso vemos pessoas morrendo ou tendo a saúde deteriorada diariamente por falta de órgãos, tecido ou sangue para suprir suas necessidades fisiológicas; pessoas morrendo nas mãos de traficantes de órgãos inescrupolosos ou que não possuem condições para atender a pessoa devidamente e por aí vai. Enquanto isso, órgãos bons continuam sendo enterrados. Nada mal para uma sociedade onde o Estado é dono das pessoas e protege até assassinos de quem sequer nasceu.

Para quem questiona a validade de se vender órgãos, tecidos e sangue humano eu pergunto: quem você prefere que seja dono do seu próprio corpo? Você ou o Estado? Qual a próxima, transformar em obrigatória a doação (sic) involuntária de órgãos?

Quer dizer que, em nome de um sobrenatural coletivo, é melhor que uma família tenha que custear o enterro de um ente quando poderia evitar pelo menos isso, através da venda de algum órgão? Ah, sem falar no indivíduo que outrora poderia continuar vivo, agora vai morrer pela falta do mesmo. Ou continuar a existir, mas não a viver no sentido mais interessante da palavra, tendo que se submeter a horas e horas de hemodiálise toda semana, com a vida por um fio.

Enquanto isso, parasitas estatais vivem felizes e tranqüilos, pois podem comprar sem dificuldades uma posição na fila de transplante no mercado negro e continuarem a receber mais votos com o populismo da morte.

Que tal ser pago para consumir energia?

Eis que Eike Batista teve uma ótima idéia: auto-produzir energia elétrica para atender uma mineradora do seu grupo MPX, através de usinas eletrotérmicas.

Não é de se estranhar que isso seja uma boa idéia, mas a coisa pode ficar melhor ainda para o produtor consumidor quando ele pode ser pago para consumir…

Pois é, a idéia dele é nada mais surreal em um mundo ideal que vender um objeto para comprá-lo no mesmo momento, mas por 1/3 do preço pelo qual foi vendido.
se beneficiar de subsídios para comprar energia elétrica mais barata para consumir, mas antes vendendo ela mesma por preços.

Isso mesmo. Vou explicar melhor: se você faz um gato, você tem energia roubada ‘de graça’. Se você compra um gerador para usar em seu estabelecimento, pode ou não sair mais barato do que comprar energia da concessionária estatal, no caso. Mas se você for poderoso você pode ver se não rola comprar o gerador e vender energia à concessionária por um preço e ao mesmo tempo comprar a mesma energia dela pagando um terço do que pediu e assim sair no lucro, graças aos subsídios. É como se o contador de energia de sua casa fosse girar ao contrário por você colocar na rede elétrica a energia gerada pelo gerador, com a diferença que você vai consumí-la e mesmo assim o contador vai girar ao contrário. . . Ou seja: ao acender uma luz você ao invés de começar a gastar, começa a receber dinheiro. Nunca antes na história desse país consumir foi melhor em atrair riquezas até do que produzir…

Eis o deus-Estado protegendo a indústria nacional nascente dos brasileirinhos dos imperialistas ianques. Com essa onda é bom o BNDES tomar cuidado para não perder a posição de maior programa de redistribuição de renda do Brasil… rsrsrsrs

Ah, quem paga o pato? Os outros consumidores, uai.

Fonte: Ibama, MP, Aneel e até CPI no caminho das térmicas da MPX

Em tempo: os cupins-de-Orkut, para variar, ACHAM que o problema não está no subsídio, mas na iniciativa privada. Em tempo… Se fosse o Lula Jr. que fizesse a usina e o Eike Batista a mineradora por que poderia? Ah, essa resposta eu sei!