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Archive for October, 2008



Apenas olhe para frente


Se não bastasse o pico projetor, a Microvision - entre outras coisas - também está desenvolvendo um HUD para automóveis que parece ser bem superior aos atuais.

Tecnologia empregada a tempos em aviões caças, a vantagem principal do uso de HUDs é ajudar o usuário a não perder o foco enquanto vá conferir, por exemplo, a velocidade, uma vez que o olho precisa se readaptar (mudar o foco) quando se olha para coisas em diferentes distâncias. Para resolver isso, o plano da imagem projetada pelo HUD é ajustado de forma com que o observador a enxergue quando estiver focado no infinito (ou seja: com os olhos preparados para enxergar algo bem longe).

Eles liberaram um vídeo mostrando o funcionamento.

Projetor: pesado, grande e complicado?

Já imaginou ter um celular ou notebook capaz de projetar em uma superfície uma imagem tão nítida quanto um projetor dos atuais é capaz? Talvez esse dia não esteja mais tão longe, graças aos empenhos da Microvision em tornar isso realidade.

Veja o vídeo abaixo mostrando um protótipo em funcionamento, note que a imagem sempre está no foco e a qualidade, mesmo que não ainda das melhores, não chega a ser ruim.

<a href="http://youtube.com/watch?v=7UfarRM0BoM">http://youtube.com/watch?v=7UfarRM0BoM</a>
Laser Pico Projector Microvision “SHOW”

Ela só queria ser uma vaca…

Vestida de vaca, mulher é presa por perturbar a ordem nos EUA

Michele Allen se fantasiou para promover um parque temático.
Bêbada, ela bloqueou o tráfego e perseguiu crianças de Middletown.

A polícia de Middletown (Ohio, EUA) deteve no último sábado (27) uma mulher acusada de perturbar a ordem fantasiada de vaca. Michele Allen, 32, havia sido contratada para promover um parque temático. No entanto, ela bebeu durante o expediente e saiu às ruas bloqueando o tráfego e perseguindo crianças, disseram as autoridades locais. Michelle ficará presa por um mês.

“Ela já é uma velha conhecida nossa”, afirmou o juiz Mark Wall, do tribunal de Middletown, ao jornal “The Post”. De acordo com o delegado Mark Hoffman, a mulher ainda urinou em um jardim, quando estava bêbada. “É curioso. Quando penso em Halloween ou parques temáticos, não imagino uma vaca como um personagem assustador. Mas essa era”, disse Hoffman.

Depois de presa, Michelle ainda manteve a fantasia de vaca por alguns dias – pelas leis locais, o detento só é obrigado a usar uniformes depois da primeira audiência. Sóbria, ela brigou com os carcereiros, mas estava calma quando se apresentou ao juiz Wall. Durante a audiência, a mulher se declarou culpada por perturbar a ordem pública.

Little People

Little People: a tiny street art project
Little people: a tiny street art project (project’s blog | buy book)

Quanto à propriedade intelectual

Only ideas can overcome ideas.

— Ludwig von Mises

Muito se vê pessoas sendo presas em todos os cantos por crime de pirataria e cada vez mais leis sendo criadas para tentar minimizar os alegados danos dessa prática à indústria fonográfica, mídia, de software, etc.

Mas afinal, há algo de incorreto em buscar um programa pela Internet (contrariando as intenções do seu desenvolvedor) ou copiar um CD que lhe foi emprestado?

Podemos fazer uma analogia com algo concreto. Se alguém roubar uma bicicleta minha e algum dia no futuro eu a ver, terei todo o direito de pegá-la, independentemente de qualquer coisa. Isso, claro, poderá gerar conflitos: uma pessoa pode ter a adquirido sem estar ciente dessa condição.

Suponha uma bicicleta roubada. Sendo ela vendida para alguém que a adquiriu sem tomar ciência dessa condição (ou seja, que tenha pago pela bicicleta, não pelo serviço do roubo), ela é propriedade dessa pessoa até o momento em que um verdadeiro proprietário anterior a reinvindicar.

Note que se esse proprietário anterior a reinvindicar, ele terá o direito de garantir a posse dela. As formas dele reaver seu direito de propriedade sem iniciar violência contra quem está com a mesma no momento são detalhes, não interferindo com o fato dele ter o direito a ela.

Alegar o contrário seria o mesmo que alegar que a partir do momento que se tem uma propriedade roubada e perde-se a visão do ladrão não se tem mais direito a ela, pois pode ter sido adquirida por meios honestos por outra parte. Ou seja, dá para notar claramente que seria uma consideração que beira à loucura.

Enfim, e quanto a uma coisa que pode ser reproduzida (clonagem) virtualmente sem custos, como um arquivo de computador?

Oras, em primeiro lugar a culpa de fazer algo errado não pode ser passada adianta. Ela é única e exclusivamente da parte que fez. Com isso pode-se notar que em adquirir por meios lícitos (um download, CD copiado, etc) uma obra pirateada não há nada de anti-ético per se. Um pode até alegar que é imoral e em alguns casos talvez pouco possa ser dito em contrário a tal alegação, porém note que o fato de ser imoral não justifica o uso de violência (detenções ou forçar a apagar o arquivo, por exemplo). Logo, não há nada a ser feito.

Em segundo lugar deve-se ver se aquela obra pode, inclusive, nunca ter sido violada. E com nunca ter sido violada falo de acordo com a ética, não com a lei. Ética e leis são coisas distintas.

Veja bem: se um vai a uma loja e compra um CD nela sem em nenhum momento ter sido questionado se aceitaria condições a respeito de copyright como condição necessária para a compra ser efetuada, essa pessoa terá a liberdade total de usar a obra como bem entender, sem dever explicações a nenhuma parte, independente de qualquer coisa.

E isso por pura lógica: não importa se meia dúzia de burocratas inventaram uma safadeza de lei autoral. Apenas acordos livres de coerção são válidos: não existe algo como um contrato social ou um acordo unilateral.

O mesmo vale para qualquer coisa semelhante… Por exemplo: alguns edifícios com fachadas deslumbrantes tentam proibir na justiça que indivíduos tirem fotos dos mesmos sem pagar royalties. Oras, não importa se é uma criação artística. Isso é totalmente irrelevante. A ética não pode ser jogada no lixo em favor da arte.

Se quer proteger a fachada de lentes não-autorizadas, simplesmente que soluções sejam buscadas para evitar que a fachada não seja vista pelas mesmas. As questões da possibilidade tecnológica e da existência de recursos grandes o suficiente para garantir isso são detalhes irrelevantes para a questão em si, alegar o contrário demanda uma boa falta de bom caráter ou incapacidade mental de notar o óbvio.

O mesmo vale para outras coisas como patentes e segredos industriais. Se eu leio uma patente sem antes ter concordado em não reproduzí-la, por exemplo, tenho todo direito de reproduzí-la e assim vai. Se um segredo industrial vaza e eu tomo conhecimento do mesmo, tenho todo direito de usá-lo. Eu não tenho culpa alguma de tomar conhecimento de algo que não deveria ser de conhecimento público de acordo com quem até o momento que foi violado era o único, ou um dos únicos, detentores de tal conhecimento. Pouco importa se a patente for sobre invenções ou descobertas, o mesmo se aplica.

Quem é utilitarista e acha que pelo menos invenções devem ser respeitadas deveria pensar no seguinte: e quanto a roda? Será que foi apenas uma pessoa que inventou? Será que ninguém inventaria depois? Por que diabos quem inventou primeiro teria um direito super-humano de monopólio de tal conhecimento, se essa pessoa não passa de um ser humano?

Mais bizarro ainda é quem se posiciona a favor de patentes e ao mesmo tempo a favor de moeda fiduciária para uso como elemento equalizador da riqueza dos indivíduos (inflação). Em um primeiro momento, é a favor de que quem chegou primeiro detenha o monopólio daquele conhecimento, em um segundo momento é contra que quem produziu primeiro consiga mais riquezas com o passar do tempo (dado o caráter deflacionário dos preços no capitalismo) apenas guardando o dinheiro em baixo do travesseiro. Ou seja: defende dois monopólios (o da idéia e o da moeda) que trazem fins contrários, isso é incrível!

Por outro lado quem compra uma música numa loja virtual, por exemplo, geralmente em algum momento antes da compra (durante o cadastro, por exemplo) aceita condições de usos e deve honrá-las. Geralmente entre essas condições, fala-se sobre cópias…

E se acontece coisas como uma parte usar o serviço sem reconhecer o contrato (ou seja, sem ter aceitado), a falha não está com essa parte.

Por exemplo: em algumas locadoras um pode adicionar dependentes sem que o mesmo tenha tido conhecimento de que deveria respeitar o contrato com a mesma de, digamos, reconhecer as dívidas assumidas com o aluguel. Oras, quem assinou o contrato então que deve pagar o pato, digo a locação, pois o que é entregue por conta da locação não é algo reproduzível (imprimir dinheiro que não existe é especialidade de meia dúzia de gangues conhecidas como Estados)! Já se o contrato falar que não se pode copiar os filmes, mas não falar que os dependentes precisam conhecer o contrato, não há nada da locadora cobrar a respeito disso. Por outro lado os copyright holders talvez tenham direito de cobrar a locadora sobre isso, se ela assinou contrato com eles onde dizia que seus clientes (sejam titulares ou não) seriam avisados de que não poderiam realizar cópias dos filmes. O dependente poderá copiar a vontade, enquanto durar o contrato, ainda que o titular, por ter assinado em contrário aceitando não fazer isso, não terá esse direito.

Quero dizer basicamente que isso é uma questão puramente de lógica, não há nada complexo nem lero-lero. É simples assim mesmo. Se acha ruim que se mude para uma outra galáxia onde a lógica é diferente.