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O dólar valorizando durante crise imobiliária norte-americana?

Parece um contra-senso uma moeda de um país se valorizar quando ele entrar em crise.

Até ontem, quando publiquei o post anterior, não tinha pensado em possíveis explicações. Se você não o leu, recomendo que leia antes para compreender melhor a situação.

Pois bem, essa crise, assim como a de 1929, é causada não por falhas do mercado, e sim por intervenções estatais. E todo esse esforço que estão fazendo agora não vai gerar nada de positivo e sim uma nova bolha que vai estourar no futuro.

A principal loucura é justamente expandir o suprimento monetário através da inflação. Para piorar fazem isso tanto antes, quanto durante e depois da crise. Os keynesianos acreditam que inflação é uma solução para uma crise causada — segundo a crença — por falha do mercado, pasmem!

As soluções mágicas da seita keynesiana funcionam a qualquer momento, com uma resalva: só na teoria. E falha de mercado é um fenômeno tão real quanto o ET de Varginha: só os idiotas levam a sério.

Pois bem, mas se os Estados Unidos está em crise, como pode o dólar estar se valorizando em relação às outras moedas?
Está acontecendo uma corrida às compras: as pessoas querem fugir da inflação! Estão adquirindo mercadorias ou reservas reais, não falsas. Só que temos dois complicadores:

  • Lembra que falei que geralmente os países proibem que moedas de outros países sejam usadas em negócios dentro de seu território? Pois bem, vale para os EUA. E qual a economia mais forte, que movimenta mais negócios…?
  • Com certeza isso não se passa pela mente de muitos, mas saiba que muitas das estatais casas da moeda terceirizam suas reservas faz-de-conta e da pior forma possível: em US dólares! Ou seja: loucura total. Faz um lastro em cima de uma moeda fiduciária! O próprio ladrão não sabe reconhecer um furto ou, se reconhece, não dá importância. E em se tratando de dinheiro dos outros “mesmo” a segunda hipótese, para mim, é bem mais plausível.

— Certo, mas como “salvar o mundo” da crise criada pela inflação usando mais inflação ainda?
Não há uma só explicação da seita Keynesiana: ela é tão flexível quanto uma mola, basta seguir algumas premissas marxistas que são como os delimitadores da compressão e tensão máximas que uma mola pode alcançar sem ter a sua estrutura física deformada. Nesse caso, a estrutura não é física, mas biológica: a [in]sanidade.

Nessa crise os crentes da Igreja de Keynes estão fazendo o cúmulo de estatizar empresas falidas, até mesmo seguradoras!

Parecem só se esquecer que o grande causador da crise foi justamente um crédito imobiliário enorme de dinheiro que não existia saindo de duas grandes companhias do setor, com as graças da mão-santa do deus-Estado.

É dar cana para acabar com a bebedeira…

<a href="http://youtube.com/watch?v=fCEUz264XHw">http://youtube.com/watch?v=fCEUz264XHw</a>
Newstopia - Micallef on Inflation

Como diz o vídeo: se uma moeda é lastreada em outra e assim sucessivamente… Temos que no final ela não é lastreada em nada e — uma vez que não é lastreada em nada — ela não tem valor algum.

E os retardados keynesianos acham tudo isso muito normal.

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Imprimindo dinheiro que não existe


No princípio, havia a permuta (escambo).

O padeiro e o agricultor estavam satisfeitos com suas trocas. Mas como levar o trigo para a padaria? O padeiro precisava de uma roda. Mas o artesão só queria um pãozinho por dia.

O artesão não queria armazenar pães em casa. E o padeiro estava querendo mais trigo, não girassol.

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:I_india_ujjain_4634v_o.jpgAlguém teve uma idéia… Usar algo muito valorizado por muitos como forma de facilitar o escambo, e é claro: que seja prático de carregar de um lado para o outro e de se estocar. Rum, ouro, prata…

Estava criada a moeda, no princípio cunhada com metais nobres.

Com ela as pessoas poderiam abstrair desejos. O agricultor não mais precisava convencer o padeiro de aceitar pão. E o alfaiate finalmente conseguia comprar pão, não mais só carvão.

Mas logo apareceram as falsificações.

Feitas pelos próprios emissores. Misturavam impurezas ao metal nobre. Assim eles podiam as trocar por mais bens de consumo. Entregando menos valor em troca do que alegava. Ou seja: furtando.

Ou seja, apareceu aí uma galinha dos ovos dourados para a entidade criminosa que fosse o pipoco do momento pois é claro que não adiantaria fazer isso sem uma salvaguarda: o monopólio da moeda. E quem senão o manda-chuva da coerção para sustentar um monopólio?

Os senhores feudais, por exemplo, costumavam impedir negociações em outra moeda senão as de seu feudo.

Hoje os Estados continuam com a idéia, a fim de garantir os ovos dourados: na maior parte deles não se pode usar outra moeda senão a oficial.

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:EUR_1_(2007_issue).png

Além da moeda, surgiu também o papel-moeda: um vale garantindo ao portador o recebimento do seu valor de face: alguma mercadoria, metal ou outra moeda.

Moedas também começaram a ser feitas com metais menos nobres, passando a possuir um valor de face, ao invés de um valor de cunho.

Ou seja: um valor representativo que, por razão óbvia, é maior do que o intrínsico ao material usado na mesma.

Um “bom” motivo para isso? Enquanto simplesmente “não dá” para produzir moedas novas com mais impurezas ainda e comprar gato pagando lebre cada vez mais e mais sem causar revolta grave na sociedade, é plenamente possível se fazer isso com o papel-moeda: basta imprimir uma quantidade superior de papel-moeda àquela reserva de metais (ou outro material de entrega garantida ao portador do vale) que existe. Ou seja: a causa, a única causa de inflação monetária.

Aproveite e esse é o momento para se esquecer tudo de inflação monetária que você já ouviu falar na televisão. Inflação monetária é um fenômeno causado exclusivamente pelo aumento da quantidade de papel-moeda representando recursos que, em verdade, não existem.

Aumento de preços não quer dizer necessariamente uma inflação. São coisas 100% diferentes. E o pior é que nem mesmo os desonestos (leia-se: políticos) costumam saber o que é realmente a inflação — e não é.

http://library.thinkquest.org/05aug/01401/ThinkQuestFiles/AMERICAS.htm
Tão verdinho… Mas não dá para confiar. Que pena.

Será que se todos com esses vales fossem buscar o ouro conseguiriam?

Não mesmo. E note que não pode-se chamar isso de over-selling honesto. Mas puro furto, antecipado de coerção por causa do monopólio.

A malícia não acaba aí. Há ouro circulando livremente como moeda no mercado.

Precisa-se retirá-los, usando-se de absurdos como a lei. O desejo por recursos pelo homem é ilimitado: não importa quanto tenha, quer mais. Nada de errado nisso. Mas com ladrões não deixa ser diferente: os Estados querem mais e mais. E essa é uma conquista bem mais prática do que realizar guerras.

Simplesmente imprimir dinheiro que não existe não é o bastante. Há também de seqüestrar recursos.

E assim esses terroristas, em tempos bem diferentes, fazem coisas como criar pena de extradição à Angola por 3 a cinco anos, com apreensão das moedas de ouro em circulação para quem circulasse com as mesmas (Brasil) e também pena de fiança de até 10 mil dólares e um máximo de 10 anos de prisão para quem manter mais de $100 dólares em moedas de ouros, ao invés de papel-moeda (Estados Unidos).

E assim foi criado um mecanismo muito poderoso para se criar a inflação monetária. Se acha pouco, eles ainda contaram com a ajuda de John Maynard Keynes, criador de uma teoria de economia bizarra que diz que fiat money é melhor, que o papai Estado deve salvar companhias falidas, que o dinheiro que saí do mercado e vai para o Estado volta para o mercado sem prejudicá-lo, entre muitas outras bobagens pseudo-científicas do nível daquelas defesas de que a Terra é plana.

Não entre em desespero, mas saiba: esse foi o cara que mais inspirou o mainstream da economia hoje.

Fud. o quê? Fiat money (moeda fiduciária). Era a desculpa que faltava. É basicamente uma doutrina religiosa que acredita que o padrão ouro é coisa do passado e que o segredo para o sucesso é imprimir dinheiro que não existe. É bem fácil falar isso quando se tem o monopólio da emissão de moeda e já gosta de imprimir papel-moeda de dinheiro que não existe, não?

From g1.com
Lá no Zimbábue todo mundo é bi ou trilionário, pobre só de espírito!

Lembra da inflação monetária do Zimbábue? Subiu mais um pouquinho!

Simplesmente mais uma desculpa perfeita para imprimir ainda mais dinheiro que não existe, só que com a consciência tranqüila! Qualquer coisa é só lembrar aos economistas doutrinados pela escola neo-clássica que Keynes disse blá-blá-blá padrão ouro é coisa do passado, porque blá-blá-blá e eles irão prontamente à TV falar usando palavras difíceis dizendo…

http://en.wikipedia.org/wiki/Image:1_Zimbabwe_Dollar_2008.jpg
“Combatendo a inflação” de módicos 11,268,758.9% imprimindo mais grana!

Que a inflação monetária será combatida imprimindo uma nova moeda que vai cortar alguns zeros! Lembra do conceito de inflação, que eu mostrei? Então… É dose, heim!?

E você acha que inflação assim só acontece em Repúblicas de Bananas africanas? Não mesmo. Acontece no mundo inteiro. Pode-se até não perceber se for pequena, mas acontece e é prejudicial: é furto, jamais se esqueça disso.

Note ainda que os preços não têm a ver apenas com isso. Então o fato de preços baixarem não quer dizer que a inflação não está acontecendo e vice-versa. Simplesmente a tecnologia torna as coisas mais baratas, há descobertas, etc. Assim como os preços podem aumentar por conta de fatores não relacionados à inflação também, apesar de quase sempre relacionado a outras sacanagens estatais (guerras, por exemplo).

Quais moedas hoje usam o padrão-ouro? Apenas meia-dúzia de privadas que vivem no submundo da ilegalidade e não são usadas na prática, oras!


Fiat money é dinheiro que não existe: vale menos do que o do Jogo Imobiliário!

Não se gera riqueza imprimindo dinheiro. Se gera riqueza, gerando riqueza. Pasmem! Imprimir dinheiro que não existe apenas redistribui riqueza de seus verdadeiros donos para criminosos. Inflação não gera riqueza para a sociedade, quem pensa o contrário deve procurar tratamento psiquiátrico ou pular de uma ponte.

E isso acabou? Que nada… Você acha mesmo que os Estados iriam deixar esse potencial monopólio com ganhos possíveis de inúmeras formas de lado? Oras, claro que eles fazem a festa e quem paga é você (se não for um parasita público, claro)…

Infelizmente a sociedade ainda não chegou a um ponto de não mais aceitar essa coerção. Mas eu acredito que até a 2050 revoltas quanto a isso aparecerão e, sob pressão, eles terão que ceder.

Note ainda que isso é uma questão similar a quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha. Quero dizer que uma vez sem essa possibilidade de fraudar riqueza, o Estado terá tudo para perder muito poder. E bem mais do que se deixasse de arcar dinheiro roubado com impostos.

Quem não acredita que uma revolta por conta disso pode acontecer deveria pensar duas vezes antes: quem gosta de ser roubado? Fiat money não trás nenhum benefício para a sociedade, só malefícios. Logo, é de se esperar que cada vez mais seja algo insustentável de se impôr.


Papel-moeda hiperinflacionado: mais exotérmico do que a lenha!

Mas se você morar nos trópicos, talvez precise de um apelo à criatividade… Inovar o mercado da moda, quem sabe até Armani não lhe contrata…


Monopoly dress

Pense no lado bom: não vai faltar papel para escrever, poderão ser feitas partidas de Banco Imobiliário a nível nacional e você pode ser muito mais do que um mero bilionário!

Precisa desenhar?

Coitado indo comprar 3 pãezinhos no Zimbábue a um tempo atrás… E se lembra: agora está pior, só tem menos papel-moeda pra carregar, mas está pior.

À propósito: o maior valor de face de um papel-moeda em circulação causado por uma hiper-inflação não foi o de 100 bilhões no Zimbábue, pelo que eu achei foi de 100 quintilhões de pengő, na Hungria. Também teve uma outra de valor 10 vezes maior do que a anterior (ou seja: 1021 pengö: 1000000000000000000000 pengözinhos!), mas não foi colocada em circulação. Claro, esses disfarçaram bem… Quem já viu pôr tanto zero em uma nota… O máximo que colocaram foi o mesmo que a do 100 bilhões no Zimbábue, só que com um cinco, ao invés de um zero: 500 bilhões de dinars. Isso, na Iugoslávia.

Bem, no século XIX um escravo em Pernambuco tinha preço perto de 10 mil réis (ou reais antigos). Um real novo equivale a aproximadamente 2.750.000.000.000.000.000 réis. Ou seja: nem sequer um centavo seria o preço de um escravo hoje, considerando apenas a inflação monetária. Ou seja: nós, escravizados pelos Estados no dia-a-dia de inúmeras formas, que vão de impostos, inflação, proibição de atuarmos livremente em setores como transporte urbano e até serviço militar obrigatório, não valemos nada. Álias, claro que valemos: senão eles nos dariam cartas de alforria!

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