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Que tal ser pago para consumir energia?

Eis que Eike Batista teve uma ótima idéia: auto-produzir energia elétrica para atender uma mineradora do seu grupo MPX, através de usinas eletrotérmicas.

Não é de se estranhar que isso seja uma boa idéia, mas a coisa pode ficar melhor ainda para o produtor consumidor quando ele pode ser pago para consumir…

Pois é, a idéia dele é nada mais surreal em um mundo ideal que vender um objeto para comprá-lo no mesmo momento, mas por 1/3 do preço pelo qual foi vendido.
se beneficiar de subsídios para comprar energia elétrica mais barata para consumir, mas antes vendendo ela mesma por preços.

Isso mesmo. Vou explicar melhor: se você faz um gato, você tem energia roubada ‘de graça’. Se você compra um gerador para usar em seu estabelecimento, pode ou não sair mais barato do que comprar energia da concessionária estatal, no caso. Mas se você for poderoso você pode ver se não rola comprar o gerador e vender energia à concessionária por um preço e ao mesmo tempo comprar a mesma energia dela pagando um terço do que pediu e assim sair no lucro, graças aos subsídios. É como se o contador de energia de sua casa fosse girar ao contrário por você colocar na rede elétrica a energia gerada pelo gerador, com a diferença que você vai consumí-la e mesmo assim o contador vai girar ao contrário. . . Ou seja: ao acender uma luz você ao invés de começar a gastar, começa a receber dinheiro. Nunca antes na história desse país consumir foi melhor em atrair riquezas até do que produzir…

Eis o deus-Estado protegendo a indústria nacional nascente dos brasileirinhos dos imperialistas ianques. Com essa onda é bom o BNDES tomar cuidado para não perder a posição de maior programa de redistribuição de renda do Brasil… rsrsrsrs

Ah, quem paga o pato? Os outros consumidores, uai.

Fonte: Ibama, MP, Aneel e até CPI no caminho das térmicas da MPX

Em tempo: os cupins-de-Orkut, para variar, ACHAM que o problema não está no subsídio, mas na iniciativa privada. Em tempo… Se fosse o Lula Jr. que fizesse a usina e o Eike Batista a mineradora por que poderia? Ah, essa resposta eu sei!

Transporte urbano: cadê a liberdade?

Ônibus lotado...

Século XVIII: as linhas de transporte urbano surgem e encorajam a urbanização. Geralmente homens de negócios da região recebiam o direito da exclusividade na exploração do setor por meio de concessões.

Século XXI: o mal do mercantilismo ainda persiste.

Transporte público: sinônimo de aperto, atraso, pseudo-gratuidade e perigo. Frotas em condições inadequadas (i.e., sem catalisadores), super-lotação e descaso para que uma parcela da sociedade — a dos corruptos — viva do clientelismo político é norma.

E o lucro é garantido graças a boa vontade de nossos políticos em colocar algum dinheiro na cueca para garantir que durante uma ou duas décadas alguns empresários anti-éticos tenham exclusividade de mercado, entre outras regalias garantidas por colossais órgãos de coerção do Estado.

Os populistas amam esses tempos de “renovação”. Renovação de alianças para redefinir velhas barreiras de entradas e reservas de mercado. Ele aproveita para exigir distorções como a meia-passagem, a gratuidade para idosos e todo o resto capaz de derramar lágrimas de olhos revolucionários. . .

Não contentes em transformar idosos em velhos incapazes e estudantes em órfãos, alguns vão mais longe e exigem a estatização do transporte coletivo. Não enxergam que a diferença do cenário atual para o que propõe é nula.

Inovação? Vending-machines para substituir o trabalho de máquina realizado pelos cobradores? Os sindicatos por aqui também são clientes dos políticos, oras. Não há como.

A panelinha mercantilista parece não ter fim. E os crentes da seita do Estado benfeitor joga a culpa no capitalismo. Como se houvesse algum.

Mas o que podemos esperar de gente que crê em nossos políticos como a nossa salvação contra os “porcos capitalistas”?

Além dos corruptos locais

É comum vermos o Banco Central comprando dólares para a felicidade de meia dúzia de exportadores, ignorando totalmente os outros habitantes dessa terra tupiniquim. Será que não há algo assim também no transporte coletivo?

Afinal, se o transporte coletivo é falho mais pessoas usarão carros. E o Brasil é um país onde pagamos no mínimo 50% a mais por um carro devido aos impostos.

E quanto ao combustível? Se não estou errado, cerca de 100% de impostos. Não que seja necessário uma alíquota tão pesada para justificar o interesse em manter a situação lamentável que está, mas contribuí bastante. Afinal, é mais dinheiro para se guardar na cueca.

Temos ainda vias em péssimas condições, o que contribui para a necessidade de reposições de peças, logo é mais um método para o governo arrecadar [muito].

Sem contar com a indústria da multa, que adora uma parceria público-privada para a instalação de radares nas poucas vias sem tantos problemas encontradas na República de Bananas, assim sendo um ótimo artifício para multar algum condutor que passou com velocidade superior, geralmente uma que é inaceitável para o tipo da via. Ah, não sei como está hoje, mas a um tempo atrás também lucravam por cada multa aplicada.

E temos a estatal Petrossauro, surgida em 1953. E que apenas a pouco mais de uma década deixou de ter o monopólio da exploração do petróleo no país. Ou seja, seu principal dono manda e desmanda nas leis. Muito conveniente.

E uma grande interessada em manter o pertubado cenário atual por essas terras onde cantava o Sabiá é a Rede BoBo. Estatal do PT, ela é muito grata aos diretores de marketing da Petrossauro. Ao BNDES, vendeu a alma para salvar-se sem ter que freqüentar a IURD.

Ou seja: parece que vamos continuar a queimar gasolina aditivada com água do mar por muito tempo ainda. Depois de 6 mil quilômetros não se esqueça de comprar o ainda-outro-aditivo também vendido lá para a tirar água do tanque, como dizem os bombeiros.

Por falar nisso, chegou por aqui no Brasil uma onda de posto de gasolina self-service a um tempo atrás, é claro que não durou muito: nossos populistas logo criaram leis para barrar a iniciativa.

Enquanto isso podemos assistir na TV Petralha (a.k.a. TV Brasil) algum documentário sentimental fazendo lobby para que o povo ande de bicicleta e boicote os carros. Quando na verdade o que eles mais querem é que usemos carros ultrapassados que queimem muito. Só que quem está segurando o microfone geralmente é um membro da esquerdalhada festiva (estudante revolucionária de comunicação social), não da esquerdalhada pistoleira (Lula, o sem-dedo).

A esquerdalhada não aceita que o mesmo sucesso que tiveram iniciativas tão distintas como a Wall-mart e a Sony poderia ocorrer no transporte coletivo [ou em qualquer outro setor controlado pelo Estado no momento]. O amor por medidas populistas e anti-liberdade faz seus membros não enxergarem que quem gasta R$20 por dia indo da casa para o trabalho de carro se sentiria mais feliz em deixá-lo em casa (se fosse o caso ter) para passear no fim de semana e pegar um ônibus tranqüilo pagando apenas R$5. Isso considerando o inusitado: um cenário no qual os ônibus dentro de uma mesma região urbana fossem custar na média tanto assim. O que qualquer um honesto intelectualmente sabe que a história já mostrou o contrário: quanto mais livre o ambiente, menores os custos. Fora que o dogma de fé marxista os impõe a achar que a parte esmagadora das pessoas — “contaminadas pela ostentação capetalista” — não deixaria de andar de carro, mesmo economizando muito e com oportunidade de conforto similar, senão maior.

Vale lembrar que surgiu uma outra moda a algum tempo atrás: a dos “kombeiros”. Em suas carroças, conseguiam belos rendimentos e deixavam os donos das linhas de ônibus enfurecidos. Não durou. Logo se viram cercado pelos agentes de opressão do Estado, mergulhados em corrupção, tomados pelo medo, pela falta de oportunidade de crescimento e por uma corporação de ofício que se formara. Com a criação dele, a parte esmagadora teve que abandonar seu ganha-pão. Agora temos meia dúzia deles na ativa, basicamente: os que sobreviveram à roleta russa do mercantilismo e os amigos-do-rei, os que se aproveitaram da situação para passar a perna nos outros. Temos o inimaginável: empresas de ônibus pagando para alguns dos putos ficarem em casa.

Enquanto isso, essa JENTE é iludida com a estória de que não há mercado grande o suficiente para a livre concorrência e os “camaradas” fazem a festa.